quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cinco anos depois...

Sei que isso está mais parecendo a Retrospectiva do Faustão, mas eu culpo a época do ano em que estamos, com gente chegando e gente saindo, gente visitando e voltando. Aí as lembranças vem à tona, mesmo.

Fui olhar umas fotos antigas, e achei coisas que nem tinha ideia de que existiam mais. Perdi muitas das minhas fotos quando morei na Espanha e meu pc foi formatado e, claro, ninguém pensou em fazer back up das coisas. Normal.

Mas aí, fuçando meu email, fui encontrar láaaa atrás imagens de uma época que deixou saudades, que marcou por vários fatores, um deles a súbita mudança de vida que eu tive, de passar de namorada certinha que frequentava bares na Faria Lima à solteira solta na balada da Augusta até às 09h da manhã. Bons tempos de Amp Galaxy!

É triste pensar que, ao longo do tempo que passou, eu perdi a ligação com a maioria esmagadora das pessoas tão queridas então. Em grande parte por culpa minha, de sempre ter preguiça dos outros, em parte pelo rumo diferente que cada um tomou, em parte ainda pelas exaustivas tentativas de manter a mesma relação com essas pessoas, o que já não era mais possível, mas o fato é que lembro com carinho dos cafés de madrugada, das cervejas na padaria, das brincadeiras bobas de beijo, dos papos filosóficos, dos carnavais em São Paulo embalados por visitas à Funhouse e ao D-Edge, das caronas até Interlagos e das constantes e até cansativas idas ao número 203da Rua Minas Gerais.

Desde então, mudei muito e conheci muita coisa nova, muita gente nova, entre elas meu namorado, e agora marido. Engraçado pensar que ele e eu somos as mesmas pessoas de um tempo remoto de meados de 2005, quando eu me preocupava em saber qual seria a próxima festa e pra onde ia viajar no feriado.

Passamos por idas e vindas, encontros e desencontros, meses de distância separados por um oceano, natais, férias, carros novos, festas, empregos novos, demissões, promoções, mais empregos novos, mais festas, cachorros, gatos, outros natais, e aqui estamos, ainda estamos, apenas mais velhos mas, tenho certeza, ainda preocupados em abraçar o mundo.

Vai ver que o Ian estava certo. Vai ver que no fundo, mesmo com as minhas crises de mal-humor, eu ainda sou a Polyana de sempre, vivendo no fantástico mundo cor-de-rosa da felicidade eterna de Doriana. Vai saber.

2 comentários:

  1. Nossa, me assusta pensar que em apenas alguns anos nós mudamos tanto.

    Que muita gente passou e poucos ficaram, pelo menos alguns dos quais eu realmente me importava e ainda me importo, mas muitos se foram e infelizmente alguns importantes.

    É, realmente o tempo passa e rápido, muito rápido!

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  2. Quase chorei. Fico feliz de ter participado, bem pouco, mas participado e feito parte da sua história. Saudades, beijos

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